VÓRTICES CICLÔNICOS E CAVADOS
Dois tipos de vórtices ciclônicos atuaram durante janeiro,
sendo um na Região Nordeste, denominado Vórtice Ciclônico
de Ar Superior (VCAS) e outro na Região Sul, que se estendeu desde a
superfície até 500 hPa (Figura III) . O vórtice que atuou
na Região Sul no dia 16, foi observado nos baixos e médios
níveis, e causou chuvas principalmente nos setores oeste e noroeste do
Rio Grande do Sul. Cavados de ondas curtas nos baixos níveis passaram
pelas Regiões Sul e Sudeste, intensificando e ondulando os sistemas
frontais nestas Regiões. Alguns Complexos Convectivos de Mesoescala
(CCMs) se formaram sobre a Argentina, porém não atingiram o
Brasil.
O VCAS atuou durante quase todo o mês sobre a Região Nordeste,
impedindo assim a formação da nebulosidade e conseqüentes
chuvas sobre a Região Nordeste, com exceção dos Estados do
Maranhão, Piauí e Ceará. A maioria destes sistemas,
atuaram em média durante sete dias, e originaram-se no Oceano
Atlântico (no litoral da Bahia), deslocando-se para o interior da
Região Nordeste.
No período de 07 a 09 de janeiro foi observado apenas um cavado no
leste do Nordeste. Ao sul deste sistema um vórtice ciclônico nos
altos níveis se configurou no Atlântico, em aproximadamente 22oS e
32oW, provocando nebulosidade e chuvas sobre a Região Sudeste e sobre o
sul da Bahia.
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