SISTEMAS FRONTAIS E FRONTOGÊNESE


Em maio, quatro sistemas frontais atuaram no País. Este número ficou abaixo da média climatológica que é de sete sistemas para latitudes entre 35šS e 25šS. Dois destes sistemas frontais deslocaram-se ao norte de 20šS. Sistemas de baixas pressões associados aos sistemas frontais provocaram ciclogêneses, com ventos fortes e ressacas na faixa litorânea da Região Sul, São Paulo e Rio de Janeiro (Figura 19).

O primeiro sistema frontal apresentou um deslocamento pelo litoral, atingindo Aracajú-SE no dia 9, onde enfraqueceu.

A primeira frente fria esteve associada a um sistema de baixa pressão (valor mínimo de 996 hPa) no litoral da Região Sul, e causou chuvas intensas e ventos fortes nesta Região. No dia 4, o sistema frontal intensificou ao interagir com um cavado próximo ao litoral de São Paulo, originando uma ciclogênese, que causou ventos fortes no litoral de São Paulo e Rio de Janeiro. No restante das Regiões, houve apenas aumento da nebulosidade.

No dia 9, o segundo sistema frontal atuou no interior do Rio Grande do Sul. Pelo litoral, este sistema atingiu o litoral de Bahia, desviando-se no dia 14, para o oceano. Esta frente fria também esteve associada a um sistema de baixa pressão no litoral do Rio Grande do Sul, que causou ventos fortes neste Estado.

O terceiro sistema frontal atuou no litoral da Região Sul no dia 22. Este sistema, ao deslocar-se para a Região Sudeste, associou-se a um cavado no dia 24, causando nebulosidade no interior do Estado de São Paulo e Mato Grosso do Sul, mantendo-se estacionário em Cabo Frio-RJ nos dias 24 e 25, quando se deslocou para o oceano.

O último sistema frontal do mês atuou no interior e litoral da Região Sul no dia 28, desviando-se no dia seguinte para o oceano.


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