O mês de setembro foi caracterizado pela formação de sistemas de baixa pressão no norte da Argentina, Uruguai e sul do Brasil. Na Região Sul, foram registradas chuvas intensas, principalmente no início e final de setembro, que causaram inundações na maioria das cidades do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Com as chuvas do final do mês, em particular, vinte e cinco cidades catarinenses decretaram situação de emergência e vários trechos de rodovias foram interditados entre Araranguá e Maracajá, no sul do Estado. Na Região Norte, as chuvas apresentaram-se mais regulares no setor noroeste. Por outro lado, em setembro, caracterizou-se o final do período chuvoso para o leste da Região Nordeste.
A intensificação do jato em baixos níveis no oeste do Brasil, no final de setembro, favoreceu o aumento das chuvas na Região Centro-Oeste do Brasil, onde os valores registrados contribuíram para os totais pluviométricos acima da média histórica no Mato Grosso do Sul. A penetração de massas de ar frio provocou a ocorrência de geada na Serra Geral, no sul do Rio Grande do Sul, no oeste de Santa Catarina, no leste do Paraná, na Serra da Mantiqueira, em São Paulo e no sul de Minas Gerais. Breves episódios de neve ocorreram no município de São Joaquim-SC, onde a temperatura mínima registrada foi igual a -2,0ºC.
A situação dos reservatórios das usinas hidrelétricas localizadas na Região Sudeste continuou estável em relação ao mês anterior. Em Furnas-MG, houve moderado aumento no volume útil para geração de energia elétrica. Na Região Sul, a maioria dos reservatórios ainda não refletiu aumento no volume armazenado em decorrência dos índices pluviométricos registrados no último dia de setembro.
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