Neste mês de novembro, foram observados os primeiros episódios de ZCAS, entre os dias 01 e 06 e entre os dias 16 a 21. A região preferencial de atuação da banda de nebulosidade foi semelhante nos dois casos, isto é, sul da Região Norte, centro-norte das Regiões Centro-Oeste e Sudeste, como pode ser verificado no campo médio de radiação de onda longa emergente (Figuras 23a e 23b).
Em 500 hPa, é verificado que, no primeiro episódio (Figura 23c), o cavado de latitudes médias esteve posicionado sobre o oceano, acarretando uma intensificação da convecção sobre o litoral do Espírito Santo em direção ao Oceano Atlântico. Neste mesmo campo, é verificado que os núcleos mais intensos de omega são observados sobre o oceano. No segundo caso (Figura 23d), o cavado esteve posicionado sobre o continente determinando a intensificação da convecção sobre os Estados de Minas Gerais e Espírito Santo. A resposta desta intensificação está em valores de omega mais intensos na área da banda de nebulosidade, como pode ser verificado na Figura 23d.
Em altos níveis (Figuras 23e e 23f), é verificada a presença da Alta da Bolívia e do cavado próximo ao Nordeste, bem como a região de vorticidade anti-ciclônica sobre a banda de nebulosidade, fatores estes concordantes com o modelo conceitual de ZCAS. Salienta-se que, no segundo episódio, foi verificado um prolongamento da circulação da Alta da Bolívia ao longo de todo o Brasil Central, estendendo-se para o oceano e afetando o posicionamento do cavado próximo ao Nordeste.
Na Figura 24 é mostrada a evolução mensal da precipitação, média na área que compreende o centro-leste de Minas Gerais, sul da Bahia e os Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo. É notável que durante os períodos de atuação dos dois episódios de ZCAS ocorreram chuvas contínuas com picos variando em torno de 16 mm em um dia.
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